Escrito por Linda às 12h54
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O PODER DA MÍDIA SOBRE NÓS
Estes dias eu estava filosofando (adoro fazer isso) sobre o poder da mídia sobre nós. Não vou vir com aquela historinha de que os meios de comunicação nos impõe padrões de beleza inatingíveis e patati e patatá. Eu quero falar de um outro tipo de imposição que ela também nos faz, e nós, inocentes mortais, sequer percebemos, pois ela está fora do nosso consciente.

Eu fico impressionada como a mesma mídia que quer nos forçar a sermos iguais à Gisele Bündchen às custas de dolorosas lipoaspirações e caríssimos cremes para a celulite, também quer nos forçar a comer muito mais do que o necessário. Observe nas propagandas de TV, outdoors e revistas de alta circulação. É comida pra tudo quanto é lado. Comemos porcarias pobres em vitaminas e ricas em gordura sem a menor necessidade. Salgadinhos, chocolates, pizza pronta e o raio que o parta. Todas somos obrigadas a carregar balas na bolsa, comer doces na TPM, chegar em casa à noite e preparar algo no microondas.

Bolas, pra que precisamos comer pizza pré-assada? Tirar uma fruta da geladeira e comer com iogurte não é muito mais rápido?? Por que temos que assistir a um filme comendo pipoca? Gente, é sério, o DVD funciona mesmo que a gente não esteja com uma bacia de pipocas amanteigadas na mão.

Uma outra coisa eu acho particularmente interessante. Os fabricantes de doce inventaram uma doença chamada chocolismo. Claro, pois quem é chocólatra, é porque sofre de chocolismo. Mas que coisa, quando eu era adolescente, não existia nenhuma chocólatra! Só pessoas que gostavam muito de chocolate. Agora, qualquer um dá a desculpa de que é chocólatra para se entupir de chocolate. Eu mesma cheguei a acreditar que era chocólatra uma época, porém, já faz uns bons 6 meses que eu não como um chocolate e me sinto muito bem. Nenhuma crise de abstinência, nada, nada. Não serei internada em um manicômio e nem tive convulsões por falta de chocolate.
Minhas amigas, acreditem, nós, seres humanos, não precisamos tanto assim de comida. Ainda mais nos tempos de hoje, em que a humanidade nunca foi tão sedentária. Passamos o dia parados, os exercícios físicos são mínimos. Acredito que meus antepassados que vieram da Itália para o Sul de Santa Catarina no início do século passado precisavam comer muito, pois trabalhavam na roça o dia todo. Mas gente, eu não preciso. Eu sou professora, futuramente serei advogada. Eu jamais precisarei comer mais de 1.500 calorias diárias.
Vamos refletir antes de engolir quilos de comida deliciosa, mas que só fazem mal ao organismo. Vamos comer quando o estômago pede, na hora certa. Vamos aproveitar as frutas e as verduras que a natureza nos dá, é o suficiente. Confiem em mim, besteiras industrializadas e envoltas em embalagens de alumínio lindos e brilhosos não são indispensáveis para a nossa sobrevivência.
Escrito por Linda às 17h33
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