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"AI, COITADINHA DE MIM..."

Hoje eu vou tratar do assunto que eu havia prometido no post anterior. Não sei se alguém aqui já passou por isso, mas para mi era bastante comum eu sentir muita pena de mim mesma quando tinha que me privar de algo que eu gostasse muito. Era super comum eu entrar em depressão porquê eu não poderia saborear uma sobremesa que todo mundo estava comendo. Claro, que não, eu estava de dieta e tinha que resistir. Quando falei algo sobre esse assunto no post passado, a minha grande amiga Beth (http://aconquista.zip.net) já colocou a opinião dela:
"...Esta pena que vc mencionou, ao desejar algo, deve ser avaliada sim. Primeiro, procure substitui-la por alegria de estar numa estrada que vai levá-la ao seu objetivo. Mas tb não seja tão rígida. Se há algo que deseja que, se não comer, vai lhe deixar mal e c/pena de si mesma, reavalie, se programe e coma de forma que aquilo não lhe prejudique! Não é penitência querida! É só reeducação alimentar e isto não envolve restrições nem dor!..."
Beth, querida, não discordo de você, você está certíssima, também acho que se fizermos uso do bom senso, não é necessário nos sacrificarmos tanto e deixar de lado as boas coisas da vida.
Mas a 'peninha de mim' da qual eu vou falar é diferente daquela que a Beth colocou. É um tipo de sentimento doentio que dó que eu costumava ter de mim mesma, e se eu não me policiar, eu tenho de novo.
Eu perdi muito tempo da minha juventude imaginando que eu era a mais injustiçada de todas as criaturas. Eu era gorda, feia, tímida. Tinha raiva Deus e até de meus pais por terem me feito assim. Como se não bastasse, eu ainda tinha que abrir mão de guloseimas deliciosas que todos os meus amigos e colegas podiam comer para poder ficar magra como eles eram, sem que precisassem fazer esforço.

Eu me achava tão coitada, tão desgraçada, que não conseguia enxergar que era eu mesma quem causava aquilo em mim. Hora, se eu estava gorda, é porque eu comia demais. Se eu comia demais, era por livre e espontânea vontade, ninguém me obrigava a fazer aquilo. Se as outras crianças eram magras, é porquê elas não comiam a mesma quantidade monstruosa de comida que eu comia. E se eu tinha que abrir mão de devorar algumas guloseimas, é porquê o que eu comia estava além da quantidade necessária para satisfazer minha vontade.
Eu só me dei conta que a reeducação alimentar não é um método de tortura chinesa, quando eu percebi que recusar um docinho ou ter que dar uma caminhada no final da tarde, não é nenhum motivo para eu me sentir uma coitadinha. Pelo contrário, se eu tenho a oportunidade de compreender que a reeducação alimentar vai me fazer bem, me deixar mais bonita, mais disposta, mais saudável e mais atraente, eu tenho mais é que agradecer a Deus por eu ser essa pessoa tão afortunada, que aprendeu a cuidar de si para ser mais feliz e trazer mais felicidade ao meio onde vive.
Bolas, o que há de tão mal em ir a uma festinha e não comer um brigadeiro? Vai acabar o mundo? Claro que não. E o bem estar de não estar empanturrada, não conta? E o prazer de saber que a qualquer momento mais uma grama de gordura sumirá da minha silhueta, não conta também? E os elogios? E a auto-estima?
É tanta coisa que se ganha ao resistir à gula e à acomodação, que hoje eu só consigo sentir pena daqueles que ainda não se deram conta do que estão perdendo ao devorar latas de sorvete, ou se recusando a dar uma volta de bicicleta no final do dia. Coitadinhos!
Escrito por Linda às 12h01
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OLÁÁÁ, MINHA GENTE QUERIDA!!

Pois é pessoal, estou aqui de volta, para continuar dividindo minhas experiências com vocês. Aí, vocês devem estar pensando:
Como assim? Aquela ordinária da Linda some assim, sem dar aviso, e aparece sem mais nem menos feliz da vida???.
Calma, gente, já explico. Como vocês já devem estar sabendo, por n razões eu tive um final de ano mais do que estressante. Apesar de eu ter conseguido manter a dieta em dia, eu meio que entrei em parafuso depois do reveillon.

Depois que os problemas foram resolvidos e a vida parecia estar enfim voltando ao seu ritmo normal, começou a me dar um cansaço que não passava, agravado por uma leve depressão. Tive vários picos de pressão baixa e por várias vezes eu dormi mais de 15 horas por dia. Vocês não fazem idéia. Teve um dia que eu acordei à 11:30 da manhã, dormi novamente das 15:00h até as 18:00h, e às 22:00h eu já estava indo pra cama.
O motivo era de alguma forma óbvio. Eu imagino que estava compensando as várias noites sem dormir do final de 2004. Eu me considero uma pessoa emocionalmente forte, sou durona quando preciso. Mas chega uma hora que a gente desaba, e o corpo pede água. Então, meninas, me desculpem pela ausência, não tinha a menor condição de escrever aqui pra vocês.
Mas, não há mal que pra sempre dure. Estou aqui, com toda a disposição deste mundo. emagreci um pouquinho do começo do ano pra cá, mas já estou disposta a acelerar minha dieta de verdade. Exercícios não faltam. Já estou viciada em minhas caminhadas. Doces, frituras e porcarias estão bem longe do meu cardápio.

Descobri esses dias, uma grande vilã da minha dieta - apena que eu sinto de mim mesma quando desejo algo que não devo comer. Mas como já escrevi demais no post de hoje, então vou deixar pra escrever sobre esse assunto no próximo, que juro pra vocês, será em breve. Esta semana vou atualizar minhas visitas e avisar a todo mundo que voltei.
Escrito por Linda às 00h42
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